Hervázio considera hipocrisia de Cartaxo não assumir pré-candidatura em andanças pela Paraíba

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Hervázio Bezerra (PSB), classificou de hipócrita a decisão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) de não assumir pré-candidatura ao governo do Estado nas andanças que tem feito pelos municípios paraibanos. O socialista ironizou as viagens do gestor, que tem justificado as visitas como ‘troca de experiências’.

“Acho que é hipocrisia chegar a essas cidades que ele nunca foi, algumas talvez ele nem conheça – em algumas cidades, se alguém não puder ciceroneá-lo, ele não sabe entrar nem sair – aí chega dizendo que foi trocar experiência com o prefeito, quando todos nós sabemos – qualquer criança sabe – que ele está numa pré candidatura, que Ricardo Coutinho também fez e que não há nada de anormal nisso”, disse Hevázio.
O socialista ressaltou que não vê problema nas visitas que Cartaxo tem feito, mas que condena a postura de Cartaxo diante da motivação das viagens. “Não vou censurá-lo por isso, porque você querer proibir um político de fazer política é o mesmo que querer proibir um padre de rezar ou de discutir religião. Não há nenhum problema que Cartaxo vá a Guarabira e diga que está numa pré-campanha. Se não quiser usar o termo pré-campanha, diga que está escutando os munícipes, os prefeitos, as autoridades para pensar no futuro. Basta dizer nas entrelinhas”, disse.
O deputado também fez uma análise da aparição de Cartaxo ao lado do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) no último final de semana. Para Hervázio, o prefeito de João Pessoa mudou a estratégia que adotou quando saiu do PT, em 2015. “Em função do desgaste de Dilma e do PT ele deixou o partido e, ao meu ver, a decisão foi acertada porque ele venceu a eleição. Agora, ele vinha andando praticamente só e essa aparição pública com Cássio me leva a crer que ele adotou outra postura”, disse.
O parlamentar ressaltou que comentários de bastidores dão conta de que uma das estratégias de Luciano era não querer se aproximar de Cássio por conta da dificuldade que o senador passa com a Operação Laja Jato. “Alguns diziam que ele não queria se aproximar e ter o apoio de Cássio. Quer de Maranhão, mas não de Cássio. Ontem essa tese caiu por terra. E eu chego a conceber que ele já tomou a decisão que quer, sim, o apoio do PSDB, de Cassio, e que irá prolongar essas caminhadas ao lado do senador”, disse.
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