Bolsonaro: “Imprensa livre é garantia”

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, durante discurso na posse dos novos presidentes de bancos públicos, que a imprensa livre é a “garantia da nossa democracia”. Mas sem citar nomes, criticou veículos de comunicação por serem parciais.
– Imprensa, e nós queremos sim cada vez mais, que vocês sejam mais fortes e isentos, que não sejam parciais como alguns infelizmente o foram há algum tempo ainda. A imprensa livre é a garantia da nossa democracia. Vamos acreditar em vocês. Mas essas verbas publicitárias não serão mais privilegiadas para empresas A, B ou C – disse Bolsonaro, durante a cerimônia que deu posse aos presidentes da Caixa, BNDES e Banco do Brasil.
No discurso, Bolsonaro disse que conversou com sua equipe econômica para “democratizar” as verbas publicitárias para a imprensa.
– Conversei também com as autoridades aqui da área econômica. Nós vamos democratizar as verbas publicitárias, e nenhum órgão de imprensa terá direito a mais ou menos naquilo que nós, de maneira bastante racional, viremos a gastar com nossa imprensa – disse o presidente.
Bolsonaro defendeu ainda o fim do BV (Bônus de Volume), um tipo de incentivo que pode ser adotado por veículos de comunicação em relação ao volume do total de clientes que a agência leva ao veículo, não a um anunciante específico.
– E vamos buscar, junto ao parlamento brasileiro a questão do BV. Isso tem que deixar de existir. Eu aprendi há pouco o que é isso, e fiquei surpreso e assustado. Vamos eliminar essas questões para que a imprensa possa cada vez mais fazer um bom trabalho para o Brasil – concluiu.
Mais cedo, em entrevista ao site do Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, defendeu que o governo “tem que estar aberto para a imprensa” fornecendo “todos os dados possíveis”. E classificou isso como uma das maneiras mais eficazes de combater a corrupção.
“A maneira mais eficaz de se combater a corrupção, além das medidas de gestão, além do uso da tecnologia no controle dos gastos públicos, é a divulgação, é a publicidade. Tem que divulgar tudo o máximo que puder. Tem que estar aberto para a imprensa, tem que fornecer todos os dados possíveis”, afirmou o ministro na entrevista.
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