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Nos bastidores, Enivaldo experimenta a vaidade e as pressões de oferecer almoço à presidente Dilma

O ex-deputado federal Enivaldo Ribeiro (PP), até a última sexta-feira, 1, era pura alegria e vaidade. Seu filho, ministro Aguinaldo Ribeiro, das Cidades, confirmou para ele que a presidente Dilma Rousseff (PT) tinha aceitado o convite para almoço na granja da família, em Lagoa Seca, nesta segunda-feira, 4.


O turbilhão de entusiasmo e contentamento com a notícia, contudo, demorou pouco. E não foi apenas pelo peso da responsabilidade de se organizar um almoço para uma presidente da República reconhecidamente exigente nos mínimos detalhes. Outros fatores vieram à tona, com impressionante volúpia.


O primeiro foi a natural e previsível interferência da equipe de precussão da Presidência da República na rotina da discreta granja de Enivaldo Ribeiro, em Lagoa Seca. Já a partir da sexta-feira, Enivaldo e família passaram a ser orientados sobre uma série de medidas de segurança preventivas para a recepção à presidente. Foi feito, inclusive, um levantamento detalhado sobre as informações de todas as pessoas com acesso ao imóvel, assim como nas redondezas.

Um outro problema veio à tona exatamente em relação à organização do almoço. Político bem relacionado em toda a Paraíba, Enivaldo Ribeiro se deu conta, de um momento para o outro, de que muitos amigos e aliados passaram a lhe telefonar para, de forma sublminar ou aberta, se autoconvidarem para o evento. Constrangido, o ex-deputado federal e e-prefeito de Campina Grande informou de pronto a todos: "Estou apenas oferecendo minha casa pro almoço. A decisão de quem entra ou não fica a cargo do cerimonial da Presidência".

Envaidecido pela deferência de Dilma Rousseff ao filho ministro e à própria família, Enivaldo Ribeiro conta as horas para esse histórico almoço ser realizado e concluído a bom termo.
BLOG DE MARCOS ALFREDO

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