Nos bastidores, Enivaldo experimenta a vaidade e as pressões de oferecer almoço à presidente Dilma
O turbilhão de entusiasmo e contentamento com a notícia, contudo, demorou pouco. E não foi apenas pelo peso da responsabilidade de se organizar um almoço para uma presidente da República reconhecidamente exigente nos mínimos detalhes. Outros fatores vieram à tona, com impressionante volúpia.
O primeiro foi a natural e previsível interferência da equipe de precussão da Presidência da República na rotina da discreta granja de Enivaldo Ribeiro, em Lagoa Seca. Já a partir da sexta-feira, Enivaldo e família passaram a ser orientados sobre uma série de medidas de segurança preventivas para a recepção à presidente. Foi feito, inclusive, um levantamento detalhado sobre as informações de todas as pessoas com acesso ao imóvel, assim como nas redondezas.
Um outro problema veio à tona exatamente em relação à organização do almoço. Político bem relacionado em toda a Paraíba, Enivaldo Ribeiro se deu conta, de um momento para o outro, de que muitos amigos e aliados passaram a lhe telefonar para, de forma sublminar ou aberta, se autoconvidarem para o evento. Constrangido, o ex-deputado federal e e-prefeito de Campina Grande informou de pronto a todos: "Estou apenas oferecendo minha casa pro almoço. A decisão de quem entra ou não fica a cargo do cerimonial da Presidência".
Envaidecido pela deferência de Dilma Rousseff ao filho ministro e à própria família, Enivaldo Ribeiro conta as horas para esse histórico almoço ser realizado e concluído a bom termo.
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