RC diz que PMDB foi “enganado” por Cartaxo e fala de 2018: “Quem representar o projeto vai ter vantagem”
O governador Ricardo Coutinho (PSB) voltou a comentar, nesta quinta-feira (31), a sua reaproximação com o senador José Maranhão (PMDB). O socialista falou sobre a possibilidade de uma aliança entre os partidos para 2018 e como essa conjectura poderia ser tornar real diante de ambos buscarem uma candidatura própria ao Governo do Estado.
“Não é momento [de definições], é hora de tocar obras. O que eu digo é que há uma legitimidade em Maranhão ser candidato. Não posso achar que todo mundo deve apoiar o nosso candidato. Ele já foi governador, tem passagens e serviços prestados pelo estado e eu não posso negar isso. Agora também não posso negar que o Governo do Estado também tem uma legitimidade muito grande de apresentar o seu candidato e propor continuidade”, explicou.
Engrossando o discurso, Ricardo disse que o PMDB foi enganado pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), na aliança firmada nas eleições municipais em 2016. Vale lembrar que uma alada do PMDB já havia questionado os espaços do partido na gestão municipal.
“Eu acho que o PMDB foi enganado pelo prefeito da Capital. Se prometeu tudo e, quando chegou lá, não cumpriu. Eu prefiro não prometer nada e fazer aquilo que porventura tenha sido acertado. É claro que os espaços que o PMDB dispôs no Governo Municipal são bem menos significativos do que aqueles que ele tinha no Governo do Estado”, declarou.
Questionado sobre sua decisão de permanecer no cargo em 2018, o governador disse reconhecer ser “indiscutível” a força da sua presença em uma chapa nas próximas eleições, mas reafirmou que postura é baseada no desejo da continuidade do projeto.
Na oportunidade, o socialista não poupou elogios ao secretário de Recursos Hídricos do Estado, João Azevêdo, que é tido como pré-candidato do grupo ao governo. Ricardo ressaltou a importância do trabalho da gestão para a disputa em 2018 e disse que “quem representar o projeto vai ter uma grande vantagem”.
“O estado tem esse ritmo em função de gente como João Azevêdo. Isso não é só eu. A pessoa que passa tudo, às vezes até orçamento, é João. Sempre foi assim. Feliz seria qualquer estado que tivesse uma personalidade, uma figura correta, íntegra e organizada como João Azevêdo. Não estou discutindo candidatura, mas feliz o estado que pudesse ter [João] depois de um ciclo tão virtuoso. Não se iluda, o povo quer saber é disso, não quer saber de quem vai fazer um discurso, quer saber como está a vida, como fazer para não piorar e como fazer para melhorar”, disse.
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