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Queiroga vê Bolsonaro como ‘mártir’ diante de condenação e prisão do ex-presidente

 



Em declarações, nas últimas horas, a órgãos de comunicação da Paraíba, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, pré-candidato ao Senado pelo PL em 2026, avaliou que o atual momento político nacional requer a união das forças de direita que, a seu ver, estão sendo impactadas com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ele, o ex-presidente já pode ser considerado um “mártir” político, alegando que Bolsonaro sofre perseguição de representantes do “sistema” como o Supremo Tribunal Federal. E, de acordo com Marcelo, uma punição mais severa, como a confirmação da condenação a 26 anos de prisão em regime fechado, terá reflexos que podem ser capitalizados nas urnas pelos discípulos do ex-mandatário. Ontem, o Supremo Tribunal Federal considerou transitado em julgado o processo de julgamento da ação penal contra os réus do núcleo crucial da trama golpista de 8 de janeiro, dando início ao cumprimento das penas ainda ontem. Bolsonaro cumprirá os 26 anos de prisão na sala especial da Polícia Federal em Brasília, na qual fora recolhido preventivamente após violar tornozoleira eletrônica em prisão domiciliar. Queiroga evita se aprofundar em análises sobre o juízo de valor do ministro Alexandre de Moraes de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve a prisão preventiva decretada em virtude do descumprimento de medidas cautelares que haviam sido impostas a ele pela Suprema Corte de Justiça. O ex-ministro lamentou que perdure uma guerra de narrativas no cenário institucional brasileiro, o que, a seu ver, não esclarece a verdade dos fatos que estão se verificando e ainda contribui para confundir segmentos da opinião pública quanto ao que estaria ocorrendo concretamente no entorno de esferas de poder que decidem, no Brasil. Ressalta que os integrantes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal pecam, em sua maioria, pela parcialidade, sobretudo nas decisões envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e cita como exemplo o ministro Flávio Dino, que, na sua opinião, atua como advogado de defesa do presidente Lula. Nesse contexto, conforme entende, tornam-se difíceis as chances de reversão de direitos por parte do ex-mandatário.

O ex-ministro da Saúde admitiu que, na atual conjuntura, consideradas as condições de temperatura e pressão, o empenho dos aliados e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser no sentido de pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) a pautar a votação do projeto de anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro em Brasília, o que beneficiaria o principal líder da direita. A medida teria, igualmente, o efeito de anular a decisão do Tribunal Superior Eleitoral decretando a inelegibilidade política de Bolsonaro. “Esse projeto concentra as prioridades do bolsonarismo por enquanto”, informou ele à rádio Arapuan, salientando que emissários influentes do Partido Liberal com assento no Congresso têm dialogado com o deputado Hugo Motta para que este se sensibilize com os apelos, já tendo sido votada a urgência para a referida matéria. Também membros da família Bolsonaro têm participado de entendimentos e articulações em outras frentes para evitar punições mais graves ao ex-presidente.


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