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Afastamento de André Coutinho gera instabilidade institucional e expõe disputa pelo poder em Cabedelo







 A antecipação de sentenças e o pré-julgamento popular têm imposto a André Coutinho um ônus que extrapola o campo jurídico e invade perigosamente o terreno da injustiça pública. Parte desse movimento é alimentada por interesses pessoais que se sobrepõem ao bem comum, criando narrativas que pouco contribuem para a verdade e muito prejudicam a estabilidade institucional de Cabedelo.


O afastamento de André Coutinho e Camila Holanda mergulhou o município em uma crise institucional e econômica cujos reflexos são sentidos diretamente pela população. Não há qualquer benefício concreto para a cidade nesse cenário. O vácuo administrativo, a insegurança política e a instabilidade afugentam investimentos, paralisam projetos e comprometem o desenvolvimento local. O caos, como se sabe, raramente é espontâneo, quase sempre serve a quem dele se aproveita para tentar retornar ao poder, muitas vezes ocultando-se por trás de outras figuras.


É preciso reafirmar um princípio básico do Estado Democrático de Direito: se for provado que André cometeu irregularidades, que pague conforme determina a lei. Mas, caso a Justiça reconheça sua inocência, quem será responsabilizado pela perda moral, pelo linchamento público e pelos danos irreversíveis causados pelo pré-julgamento apressado? Essa é uma pergunta que não pode ser ignorada.


André Coutinho sofre também por ter confiado excessivamente em quem, ao que tudo indica, apenas desejava usá-lo como instrumento. Ainda assim, é inegável que assumiu a gestão em um cenário de absoluto desordenamento administrativo. Diferente do que se tenta propagar, o prefeito interino Edvaldo Neto não herdou um caos deixado por André. O caos, na verdade, foi herdado por André Coutinho, um cenário que seria impossível reorganizar em menos de um ano de mandato. Mesmo assim, ao lado de Camila Holanda, começou a mudar a realidade da cidade, implantando uma gestão focada em resultados e na reorganização da máquina pública.


André Coutinho, em sua gestão como presidente da Câmara, deixou uma Casa organizada, equilibrada e responsável. Convocou os últimos servidores efetivos, concedeu reajustes acima da inflação tanto aos efetivos quanto aos comissionados e, mesmo assim, devolveu mais de 6 milhões de reais aos cofres públicos enquanto esteve à frente do Legislativo.


Em contrapartida, Edvaldo Neto acumula recordes de denúncias junto ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público, o que levanta sérios questionamentos sobre a condução da atual gestão.


Os fatos e os números falam por si. Boa gestão se constrói com responsabilidade, transparência e respeito ao dinheiro público — inclusive auxiliando no pagamento da folha salarial da Prefeitura em janeiro de 2025, em razão dos desequilíbrios financeiros deixados pela gestão anterior.


Por isso, o debate precisa ser recolocado em seu devido eixo. Não se trata de uma disputa pessoal entre André e Edvaldo. O verdadeiro embate é entre Cabedelo e aqueles que, como um lobo travestido de cordeiro, se apresentam com discurso manso, mas carregam o claro objetivo de retomar o comando do aprisco. Defender Cabedelo é defender a verdade, a justiça e o direito da cidade de seguir em frente sem ser refém de interesses ocultos.

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