Vale do Piancó pode escrever capítulo histórico com possível ida de Taciano Diniz ao TCE-PB
Com a abertura de duas vagas no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, o cenário começa a se redesenhar nos bastidores. E, pela primeira vez, o Vale do Piancó pode deixar de ser apenas espectador para se tornar protagonista em uma das mais importantes instituições de controle do Estado.
O nome que ganha força é o do deputado estadual Taciano Diniz.
Mais do que uma movimentação individual, o que está em jogo é a representatividade regional. O Vale do Piancó sempre teve peso político, tradição e lideranças influentes, mas nunca ocupou uma cadeira no Tribunal de Contas. A eventual indicação de um filho da região significaria um marco simbólico — e também institucional.
O TCE não é um cargo decorativo. É ali que passam decisões fundamentais sobre a aplicação de recursos públicos, fiscalização de contas e orientação administrativa para municípios de todas as regiões. Ter alguém com raízes no interior pode significar um olhar mais atento às realidades que muitas vezes ficam distantes da capital.
Taciano construiu sua trajetória com forte presença no sertão e alinhamento estratégico dentro da Assembleia Legislativa. Sua lealdade política e capacidade de articulação são reconhecidas no meio parlamentar. Em processos de escolha como esse, onde o consenso interno pesa muito, esse tipo de capital político faz diferença.
Mas a possível ida ao Tribunal de Contas não é apenas uma movimentação de bastidor. É também uma afirmação de força regional. O Vale do Piancó, historicamente ativo na política paraibana, pode finalmente ocupar um espaço estratégico que nunca foi seu.
Num Estado onde a centralização sempre foi regra, cada avanço institucional do interior representa um reequilíbrio silencioso de poder.
Se a articulação se consolidar, não será apenas Taciano Diniz que estará ascendendo. Será o Vale do Piancó.
E, na política, gestos de lealdade e construção paciente costumam pavimentar caminhos que, à primeira vista, pareciam improváveis.
Agora resta acompanhar os próximos movimentos — porque, quando o tabuleiro começa a mexer, o interior também pode virar peça central do jogo.
Por: Napoleão Soares

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