Edvaldo Neto admite diálogo com Lucas Ribeiro em meio a polêmicas e disputa eleitoral em Cabedelo
Edvaldo Neto admite diálogo com Lucas Ribeiro em meio a polêmicas e disputa eleitoral em Cabedelo
Enquanto a Justiça Eleitoral ainda não se pronuncia sobre o áudio vazado que circula nos bastidores da política paraibana, envolvendo o julgamento da cassação do prefeito André Coutinho, o nome do prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), segue no centro das atenções.
No áudio, que ganhou repercussão recente, Edvaldo teria detalhado informações sobre o julgamento que ainda estava em curso no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, chegando a mencionar suposta influência dentro da Corte. O caso levanta questionamentos e aumenta a pressão política em um momento delicado para a cidade portuária.
Mesmo ocupando o cargo de forma interina, Edvaldo Neto demonstra disposição para disputar a eleição suplementar marcada para o dia 12 de abril, convocada após a cassação de André Coutinho. Nos bastidores, no entanto, cresce a avaliação de que o gestor não admite a possibilidade de derrota e atua com foco total na manutenção do poder.
Essa postura ficou ainda mais evidente após Edvaldo subir no muro da disputa estadual de outubro e declarar publicamente dúvidas sobre quem apoiará na sucessão do governador João Azevêdo. Entre os nomes citados estão o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB).
Durante entrevista ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan, Edvaldo Neto foi direto ao admitir que mantém diálogo com Lucas Ribeiro, reforçando a percepção de que já há conversas políticas em andamento, mesmo antes de a cidade entrar oficialmente no clima eleitoral.
A declaração expôs ainda mais a imagem de um político sem posição definida. Nos corredores da política, há quem afirme que Edvaldo deve caminhar com Lucas Ribeiro, apesar de compromissos firmados nos bastidores com Cícero Lucena e com o deputado federal Mersinho Lucena.
Além das articulações políticas, Edvaldo enfrenta um obstáculo jurídico-partidário. Ele pode ser impedido de disputar a eleição caso o Avante não renove a Comissão Provisória municipal até o prazo final de inscrição da chapa. A comissão era presidida por seu padrinho político, o ex-prefeito Vitor Hugo, que atualmente se encontra inelegível.
Entre áudios, articulações e declarações públicas, o cenário em Cabedelo segue indefinido, com o prefeito interino tentando se manter no jogo político enquanto aguarda os próximos capítulos tanto da Justiça Eleitoral quanto da disputa nas urnas.

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